14/07/2026
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Acusado de matar PM pioneira dá sua versão pela 1ª vez

Acusado de matar PM pioneira dá sua versão pela 1ª vez

Mais de três meses após a morte da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, o homem acusado pelo crime falará pela primeira vez à Justiça. Gilberto Jarson será ouvido na tarde desta segunda-feira (13), durante nova audiência do processo que apura a morte da policial.

Esta será a segunda audiência do caso, mas a primeira em que o acusado terá a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos. Também deve ser ouvida uma testemunha de defesa. Uma segunda pessoa indicada pelos advogados não foi encontrada para ser intimada e acabou ficando fora da sessão.

A expectativa é grande porque, desde o início da investigação, Gilberto sustenta que Marlene teria tirado a própria vida. A tese foi reforçada pela defesa na audiência realizada em junho, quando sete testemunhas prestaram depoimento, entre elas familiares, amigos da policial e a delegada responsável pela investigação.

Na ocasião, o advogado Jeferson Soares afirmou ao Campo Grande News que o cliente relata ter tentado impedir o disparo e retirar a arma das mãos da companheira. Segundo a defesa, Marlene enfrentava problemas de depressão e fazia uso de medicamentos controlados.

A investigação da Polícia Civil, porém, seguiu outro caminho. Gilberto acabou preso após apresentar versões diferentes sobre o que aconteceu dentro da residência do casal, no Conjunto Habitacional Estrela d’Alva.

O caso provocou comoção dentro e fora da corporação. Marlene era considerada uma das pioneiras da Polícia Militar feminina em Mato Grosso do Sul. Ela ingressou na PM em 1988, integrando a terceira turma de mulheres da instituição, e construiu uma trajetória de quase quatro décadas na segurança pública.

Encontrada morta de farda dentro de casa, a subtenente recebeu homenagens de colegas, amigos e familiares, que destacaram sua dedicação à carreira e o papel que teve na abertura de espaço para mulheres na corporação.

A reportagem acompanha a audiência desta tarde e trará atualizações sobre o depoimento do acusado.

Em situações de violência, a Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.

Para apoio emocional gratuito, em Campo Grande, o GAV (Grupo Amor Vida) atende pelo número 0800 750 5554. Também é possível buscar atendimento no Núcleo de Saúde Mental ou no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), ou pelo telefone 188 do CVV (Centro de Valorização da Vida). Em situações emergenciais, os números 190 da PM (Polícia Militar) e 193 do Corpo de Bombeiros podem ser acionados.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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