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Quanto custa um poço artesiano de 20 metros e quando essa profundidade basta

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Boca de poço tubular com revestimento e tampa de proteção em propriedade rural

Vinte metros é uma profundidade que aparece muito em orçamento de sítio, chácara e casa em bairro sem rede de abastecimento. É o poço mais barato de executar, e por isso ele atrai. A pergunta que precisa vir antes do preço, porém, é outra: essa profundidade resolve o seu caso?

A resposta depende do lençol da sua região, e não do seu orçamento. Perfurar 20 metros onde a água útil está a 60 significa gastar duas vezes: uma para descobrir que não deu, outra para fazer o certo.

O que se atinge a 20 metros

Nessa faixa de profundidade, o mais comum é captar água do lençol freático, o mais próximo da superfície. Ele é abastecido diretamente pela chuva que infiltra no terreno, e essa característica traz duas consequências que pesam na decisão.

A primeira é a variação: o nível sobe no período chuvoso e desce na estiagem, e poço raso é o primeiro a sentir seca prolongada. A segunda é a vulnerabilidade: por ser raso e alimentado pela superfície, ele está mais exposto ao que existe no terreno ao redor.

O risco de contaminação é maior aqui

Este ponto é o que mais deveria pesar na escolha de um poço raso. Quanto menor a profundidade, menor a camada de solo que filtra o que infiltra, e mais próximo o poço fica de possíveis fontes de contaminação:

  • Fossa séptica e sumidouro, a preocupação número um em terreno pequeno.
  • Curral, chiqueiro e área de criação animal.
  • Depósito de combustível ou de produto químico.
  • Área que recebeu agrotóxico ou adubação intensa.
  • Antigo lixão ou aterro, mesmo desativado há anos.

Existe distância mínima exigida entre poço e fossa, definida em norma técnica e pela vigilância sanitária local, e ela precisa ser verificada antes de escolher o ponto de perfuração. Terreno pequeno às vezes simplesmente não comporta as duas coisas com a separação necessária, e essa é uma conclusão que vale descobrir no papel.

Nada disso dispensa a análise laboratorial da água. Ao contrário: em poço raso, ela é ainda mais necessária e deve ser repetida com mais atenção, principalmente depois de chuva forte.

O que compõe o custo nessa faixa

  1. A mobilização do equipamento até o terreno, que independe da profundidade.
  2. Os metros perfurados, cobrados conforme o tipo de terreno.
  3. O revestimento e o filtro, proporcionais à profundidade.
  4. A bomba, que a 20 metros costuma ser menos exigente que em poço profundo.
  5. A parte elétrica e o reservatório, que não mudam com a profundidade.

Repare no primeiro e no último item: eles são praticamente iguais em qualquer profundidade. É por isso que o poço raso não custa proporcionalmente tão menos quanto a diferença de metros sugere. A economia existe, mas é menor do que parece.

Quando 20 metros faz sentido

Faz sentido quando o lençol da região é reconhecidamente raso e produtivo, quando o terreno é grande o bastante para respeitar as distâncias de proteção, quando o uso é moderado, e quando existe alternativa de abastecimento em caso de estiagem.

Não faz sentido como aposta para economizar sem saber a profundidade do lençol local. O caminho barato de descobrir isso é conversar com vizinhos que já têm poço e com a empresa perfuradora que atua na região, porque ela conhece o comportamento do subsolo ali.

Poço raso e poço profundo

A diferença não é só de metros: muda o aquífero captado, a estabilidade da vazão e a exposição à contaminação. A comparação com a faixa intermediária está em o poço semi artesiano e seus 50 metros, e o funcionamento de cada tipo em como a água chega ao poço e sobe até a caixa.

A conta completa do projeto, com todos os itens, está em o que forma o custo de um poço, e a etapa de perfuração isolada em como se cobra o metro perfurado. As fases do projeto, na ordem, aparecem em o passo a passo da obra do poço.

Poço, cacimba e cisterna não são a mesma coisa

Os nomes se misturam na conversa e atrapalham o orçamento, porque cada solução tem custo e risco próprios:

  • Poço tubular, furo estreito e revestido, feito por sonda, que é do que trata este texto.
  • Cacimba ou poço escavado, de diâmetro largo, aberto manualmente, raso e bem mais exposto à contaminação de superfície.
  • Cisterna, que não capta água do subsolo: ela armazena água de chuva ou água trazida de fora.

A cacimba costuma parecer a alternativa barata, mas concentra os dois piores riscos do conjunto: contaminação por proximidade da superfície e acidente por queda em furo largo. Se existir uma no terreno, ela precisa estar tampada e protegida, e a água nunca deve ser consumida sem laudo.

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Perguntas frequentes sobre o poço de 20 metros

Vinte metros é suficiente?

Depende da profundidade do lençol na sua região. Não é uma decisão de orçamento, e sim de subsolo.

Poço raso seca na estiagem?

É o primeiro a sentir, porque capta o lençol alimentado pela chuva. Vale prever alternativa em período seco.

Qual a distância mínima da fossa?

Existe distância exigida em norma e pela vigilância local. Verifique antes de definir o ponto de perfuração.

Poço raso custa metade de um profundo?

Não. Mobilização, elétrica e reservatório praticamente não mudam com a profundidade, então a economia é menor que a diferença de metros.

Preciso de outorga para poço raso?

A exigência é do uso de água subterrânea, não da profundidade. Consulte o órgão gestor do seu estado.

Água de poço raso é mais perigosa?

Está mais exposta à contaminação da superfície, o que torna a análise laboratorial ainda mais necessária.

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