Um suposto comunicado atribuído ao Comando Vermelho (CV) circula nas redes sociais e aplicativos de mensagens para negar o envolvimento da facção no atentado que matou Márcio Aparecido da Silva Filho, de 27 anos, e a enteada dele, uma menina de 3 anos e 8 meses. O crime ocorreu no último sábado (1º), em Cassilândia, a 418 quilômetros de Campo Grande.
No texto, direcionado à população de Cassilândia, o grupo afirma que o duplo homicídio não partiu da organização e atribui a culpa ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção rival. O comunicado é assinado pelo “Quadro Disciplinar Cassilândia MS” e diz que as mortes teriam sido causadas por integrantes do PCC por “falta de cautela”.
A nota ainda afirma que o Comando Vermelho “não admite erro em hipótese nenhuma”. O texto, publicado em um perfil no TikTok, termina com a seguinte mensagem: “Somos cautelosos em nossas ações e, jamais iremos tirar vidas de inocentes pela nossa organização. Esperamos que tenham pegado o entendimento deste comunicado”.
O atentado
As vítimas estavam dentro de um carro na esquina das ruas Nestor Alves Barbosa e João Cristino da Silva, na Vila Pernambuco, quando foram atingidas pelos disparos. Márcio e a criança morreram no local. Uma segunda criança, que também estava no veículo, foi ferida por estilhaços e socorrida.
A Polícia Civil e o BPMChoque (Batalhão de Choque da Polícia Militar) investigam o caso para apurar a autoria dos tiros e a veracidade das mensagens que circulam na internet. A principal hipótese é de que o ataque esteja ligado ao conflito e à disputa territorial entre facções criminosas na região do Bolsão, no norte do estado.
A região tem registrado uma série de mortes violentas nos últimos dias. Em 15 dias, nove pessoas foram assassinadas no norte de Mato Grosso do Sul, em meio à disputa entre organizações criminosas. O caso de Cassilândia é um dos mais recentes episódios dessa escalada de violência.
