15/06/2026
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Fiscal visitou casa onde foi morto um ano antes

O filho do fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, assassinado, foi a última testemunha a depor na audiência de instrução sobre o crime. Gabriel Mazzini contou que acompanhou todo o processo de compra da casa onde o pai foi morto. Ele afirmou que, em novembro do ano passado, o fiscal já tinha ido visitar o imóvel com representantes da Caixa Econômica Federal.

“Meu pai procurou o gerente do banco para obter mais informações sobre essa residência, e o gerente confirmou que o imóvel estava regularizado. Inclusive, foi oferecida uma visita ao local para conhecer a casa. Então meu pai foi até a residência acompanhado da minha mãe, de um corretor credenciado pela Caixa, que acredito ter sido indicado pelo gerente, e também de um chaveiro”, contou Gabriel.

Segundo o filho, o pai se interessou pela casa depois de sofrer uma convulsão no sobrado onde morava. Com medo de cair de grande altura, decidiu buscar um imóvel térreo para morar com a esposa, a sogra e duas filhas. “Depois que ele soube do anúncio da residência, nós fizemos uma análise detalhada de toda a documentação do imóvel. Puxamos todos os documentos para verificar a regularidade da aquisição, especialmente porque se tratava de um imóvel retomado judicialmente pela Caixa. E estava tudo certo”, detalhou.

O advogado do ex-prefeito Alcides Bernal afirmou que a vítima deveria ter acionado a Justiça por meio de uma ação possessória, em vez de tentar assumir o imóvel diretamente. Ele também declarou que seu cliente morava no local. “Amanhã teremos testemunhas, como jardineiro e piscineiro, que vão confirmar que frequentavam o imóvel, limpavam e faziam a manutenção da residência. Isso afasta completamente a tese de que o imóvel não pertencia ao Bernal”, comentou.

Já o advogado da família da vítima, Tiago Martinho, disse que as testemunhas ouvidas, entre elas um chaveiro, policiais e empregados de empresa de segurança, deixaram claro que Roberto era o legítimo proprietário do imóvel. Martinho defendeu que, quando a empresa de monitoramento eletrônico foi contratada, a propriedade já pertencia à Caixa Econômica Federal e estava registrada em cartório. “Ou seja, está muito claro que o acusado tinha pleno conhecimento de todo o processo envolvendo a Caixa Econômica Federal”, afirmou.

Nesta quarta-feira, na 1ª Vara do Tribunal do Júri, 12 testemunhas de defesa e o ex-prefeito Alcides Bernal serão ouvidos.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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