15/05/2026
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Motociclista morre em acidente por imprudência e visão bloqueada

A delegada Bárbara Alves, da 2ª Delegacia de Polícia Civil, afirmou que a morte do motociclista Jorge Willian Pawlowsky, de 31 anos, foi causada por uma combinação de imprudência no cruzamento e visibilidade prejudicada por uma árvore. O acidente ocorreu no fim da manhã desta quinta-feira (15), no cruzamento da Avenida Caruma com a Rua Urariocara, no Jardim Colúmbia, em Campo Grande.

Segundo a delegada, a preferencial era da via do motociclista. “Foi uma dupla entre a falta de cuidado no pare aqui, porque a preferencial é da via do motoqueiro, também com um pouco da visão sendo ocultada pela árvore”, afirmou. Imagens de câmeras de segurança já foram localizadas e devem ajudar a confirmar a dinâmica da colisão entre a motocicleta e a Chevrolet S10.

Jorge seguia pela Avenida Caruma, sentido Hospital São Julião, quando foi atingido pela caminhonete. Testemunhas relataram que a colisão não aparentava ser de grande impacto, mas a queda foi fatal. O motociclista sofreu rompimento craniano na região da nuca após bater a cabeça no asfalto.

Equipes de resgate suspeitam que o capacete estivesse frouxo e tenha se desprendido no momento da batida. Quando o Samu chegou ao local, Jorge já estava sem vida e não havia possibilidade de reanimação.

O motorista da S10 permaneceu no local e realizou teste do bafômetro, que deu negativo para consumo de álcool. Segundo a delegada, ele possui habilitação regular. O caso será investigado inicialmente como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar.

A morte de Jorge causou comoção entre motociclistas e entregadores que passavam pela região. Muitos pararam ao reconhecer a vítima. Colegas contaram que ele trabalhava em uma empresa de cartonagem e, possivelmente, seguia para casa no horário de almoço.

A delegada fez um alerta sobre direção defensiva e respeito à sinalização. “A partir do momento que a gente coloca um veículo automotor na rua, a gente tem que prestar atenção na nossa condução e também antecipar o que o outro está fazendo. É isso que evita esse tipo de tragédia”, disse.

Bárbara Alves também pediu que motoristas respeitem os isolamentos feitos durante trabalhos periciais. Segundo ela, houve dificuldade na preservação da cena do acidente por causa de pessoas tentando atravessar a área bloqueada. “A gente sinaliza toda a faixa justamente para a perícia conseguir analisar velocidade, frenagem e a dinâmica do acidente. Algumas pessoas acabam tumultuando por pressa ou curiosidade, e isso atrapalha bastante o trabalho”, completou.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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