28/07/2026
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Mulheres ampliam vantagem na escolarização após 15 anos em MS

Mulheres ampliam vantagem na escolarização após 15 anos em MS

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação de 2025, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as mulheres ampliaram a vantagem na escolarização em Mato Grosso do Sul a partir dos 15 anos. Apesar de os meninos terem taxas mais altas até os 14 anos, as mulheres passam a liderar todos os indicadores de permanência e progressão nos estudos na faixa etária seguinte.

A maior diferença foi registrada entre jovens de 18 a 24 anos. Nessa faixa, a taxa de escolarização masculina foi de 28,7%, enquanto a feminina chegou a 40,2%, uma vantagem de 11,5 pontos percentuais. O estudo também aponta uma redução na presença masculina na educação nessa faixa etária na última década. Em 2016, a taxa dos homens era de 33,3%, caindo para 28,7% em 2025.

O levantamento revela desafios para o estado. A taxa de escolarização de crianças de 0 a 5 anos caiu de 57,9% em 2024 para 57% em 2025. Com isso, Mato Grosso do Sul passou da 12ª para a 18ª posição no ranking nacional. No Brasil, os melhores resultados foram de São Paulo (70,5%), Santa Catarina (67%) e Ceará (61,5%), enquanto o Amapá registrou o menor percentual, com 30,7%.

Entre os grupos etários, a maior taxa de escolarização no estado foi entre crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, com 99,5%. O menor índice foi entre pessoas com 25 anos ou mais, faixa em que apenas 5,2% frequentavam alguma instituição de ensino. A taxa ajustada de frequência escolar líquida no ensino fundamental para crianças de 6 a 14 anos alcançou 96% em 2025, superando a meta de 95% do Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036). Apesar do avanço, o estado ficou na 18ª colocação nacional.

Nos demais níveis, houve queda. Entre adolescentes de 15 a 17 anos, a taxa ajustada no ensino médio foi de 72,2%, recuo de 0,5 ponto percentual. Entre jovens de 18 a 24 anos, a taxa no ensino superior caiu de 31,1% para 30%. As mulheres lideram nesses níveis: no ensino médio, a taxa feminina foi de 79,1%, contra 65,3% dos homens. No superior, foi de 36,5% para mulheres e 23,7% para homens.

As desigualdades raciais persistem. Na faixa de 18 a 24 anos, a taxa de escolarização de pessoas brancas foi de 42,4%, enquanto a de pretos ou pardos foi de 28,9%. No ensino superior, 42% dos jovens brancos frequentavam ou haviam concluído a graduação na idade adequada, contra 21,9% de pretos e pardos. Entre as crianças de 0 a 5 anos, a escolarização foi maior entre pretos e pardos (60,5%) do que entre brancos (53,6%).

O ensino fundamental concentrou o maior número de estudantes em Mato Grosso do Sul, com 385 mil alunos, incluindo modalidades como EJA. A rede pública predomina na educação básica, com 334 mil matrículas. Já no ensino superior, a rede privada supera a pública: 92 mil estudantes contra 48 mil. A participação das universidades públicas cresceu, passando de 36 mil alunos em 2016 para 48 mil em 2025.

Entre os 1,86 milhão de moradores com 15 anos ou mais, 38,6% concluíram o ensino médio ou equivalente. As mulheres têm os maiores níveis de escolaridade: 20,5% frequentaram ou concluíram a graduação e 8,6% alcançaram pós-graduação. Entre os homens, os percentuais foram de 17,1% e 4,3%, respectivamente.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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