O jogo 4 das Finais da NBA entre New York Knicks e San Antonio Spurs, nesta quarta-feira, no Madison Square Garden, define se a série fica equilibrada em 2 a 2 ou se os Knicks assumem uma vantagem de 3 a 1. Uma diferença de 3 a 1 na história das finais é quase uma garantia de título, enquanto o 2 a 2 indica que a disputa será longa e pertence a qualquer um.
Para os Spurs, o objetivo é empatar a série e recuperar o mando de quadra. Para os Knicks, a chance é de abrir vantagem e aumentar a margem de erro. O resultado dependerá da atuação do jovem elenco do Spurs, da defesa sobre Jalen Brunson e do desempenho de Victor Wembanyama.
1. A evolução de Wembanyama
Wembanyama parece mais confortável na grande decisão nos últimos seis quartos. Sua melhor atuação pode estar por vir. Ele não foi perfeito, com passes errados e arremessos perdidos no fim do jogo 2. No entanto, tem sido o melhor jogador em quadra, com impacto nos dois lados da quadra.
Na vitória no jogo 3, ele marcou 32 pontos, e Stephon Castle somou 23. Foram os primeiros companheiros com 22 anos ou menos a marcar 20 pontos ou mais em um jogo de Finais da NBA. Wembanyama se tornou mais agressivo no ataque, sem abusar de arremessos de três pontos, e tem sido eficiente na defesa.
Os Spurs usam um jogador menor para marcar Karl-Anthony Towns e deixam Wembanyama para ajudar na defesa, como aconteceu no jogo 3, quando Towns teve a produção limitada. Se Wembanyama repetir uma atuação com 30 pontos, duplo-duplo em rebotes e cinco tocos, será um problema para os Knicks.
2. Brunson em busca do ritmo
Jalen Brunson acertou os arremessos decisivos nos dois primeiros jogos, ambos vencidos pelos Knicks. O desempenho nos momentos finais é o que importa nas Finais. No entanto, ele precisa melhorar a eficiência. Nos três jogos, os Knicks começaram perdendo, em parte por causa das dificuldades de Brunson nos arremessos.
Ele acerta apenas 37% dos arremessos na série e 32% nas bolas de três pontos. Brunson tenta 27 arremessos por jogo, mais que qualquer outro jogador dos Knicks, e soma 82 pontos em 81 tentativas. Sua falta de precisão tira oportunidades de Towns, que ainda não marcou pontos no quarto período da série, e de OG Anunoby, ambos com aproveitamento melhor.
O técnico Mike Brown disse que precisa envolver Towns no jogo durante toda a partida, não apenas no quarto período. Brunson tem média de 4,3 assistências nas Finais, mas também comete o mesmo número de turnovers. Ele enfrenta uma defesa sólida dos Spurs, que conseguiram conter Shai Gilgeous-Alexander nas finais do Oeste. Stephon Castle é um defensor agressivo, e os Spurs usam armadilhas para dificultar os arremessos de Brunson.
O próprio Brunson disse que seu objetivo para o jogo 4 é não perder a bola e dar oportunidade ao time. Ele reconhece que já jogou melhor, mas também já jogou pior.
3. O fator surpresa
No jogo 3, De’Aaron Fox foi o jogador que fez a diferença nos segundos finais, com uma cesta que garantiu a vitória dos Spurs. Para o jogo 4, alguns jogadores podem ter atuações de destaque.
Keldon Johnson, do Spurs, vencedor do prêmio de sexto homem do ano, tem tido dificuldades na série, com média de apenas 4,3 pontos. Sua falta de produção força o time a usar o novato Carter Bryant, que comete erros. Johnson precisa render mais.
Luke Kornet, também do Spurs, é outro ponto de atenção. Quando Wembanyama descansa, os Knicks atacam Kornet com Towns. Ele não tem sido um fator ofensivo, com apenas uma tentativa de arremesso em três jogos, e tem média de três rebotes. Wembanyama precisa de descanso para o quarto período, e os Spurs esperam que Kornet repita o desempenho que teve como reserva no título do Boston Celtics em 2024.
O novato Dylan Harper, do Spurs, também tem se destacado na série.
