16/07/2026
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Após protesto, prefeitura reavalia acolhimento em incubadora

Após protesto, prefeitura reavalia acolhimento em incubadora

A Prefeitura de Campo Grande confirmou que estudava a instalação de um serviço de acolhimento para pessoas em situação de rua na antiga incubadora municipal do bairro Mário Covas. Após protesto de moradores, a gestão informou que irá reavaliar a destinação do espaço. A confirmação ocorreu durante reunião na quarta-feira (15), entre representantes da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania), vereadores e uma comissão de moradores.

O encontro foi marcado após a comunidade se mobilizar contra a possível instalação de uma casa de passagem, albergue ou equipamento semelhante no local. Em entrevista ao Campo Grande News, a vice-prefeita e secretária da SAS, Camilla Nascimento, afirmou que o acolhimento era uma das alternativas analisadas, mas que ainda não havia decisão definitiva. “O que existia era um estudo e um levantamento sobre o que poderia ser feito ali. Ouvimos a população e agora vamos discutir internamente”, disse.

Segundo a titular da SAS, a reunião teve o objetivo de ouvir a população. Ela acrescentou que os moradores apresentaram propostas envolvendo educação, cultura e assistência social. O vereador Wilson Lands (Avante), que participou da comissão, afirmou que a posição dos moradores foi unânime contra a instalação de casa de recuperação, albergue ou casa de passagem. Entre as sugestões da comunidade estão a instalação do CRAS Canguru, a criação de um anexo de uma Emei e a unificação do Cadastro Único.

Wilson disse que nenhuma definição foi tomada durante a reunião. “Ficou em aberto e disseram que, em cerca de 15 dias, vão apresentar uma resposta”, relatou. A comissão é formada pelos vereadores Júnior Coringa (MDB) e Wilson Lands, pela presidente do bairro, integrantes do Clube de Mães e cerca de 15 moradores. Camilla comentou que gostaria de ampliar o uso das incubadoras pela Assistência Social, mas que isso depende do orçamento.

A discussão ganhou força depois que o Campo Grande News mostrou que três das quatro incubadoras municipais estão desativadas e apresentam sinais de abandono. A prefeitura informou que o modelo de incubação física foi encerrado devido à migração para o ambiente digital. No caso da incubadora do Mário Covas, a reportagem encontrou portas de vidro quebradas, danos na recepção e mato alto, mesmo após reforma em 2023.

Os manifestantes afirmaram que não são contrários às políticas de assistência social, mas defendem que o espaço tenha destinação voltada à própria comunidade. Eles cobraram transparência e pediram que qualquer decisão seja debatida previamente. A repercussão levou os vereadores Coringa e Wilson Lands a procurarem a vice-prefeita.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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