05/06/2026
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Bracell ajusta licença após alterar área da fábrica em Bataguassu

A Bracell deverá ajustar o pedido de licença de instalação da fábrica de celulose planejada para Bataguassu (MS) após alterar a área prevista para implantação do empreendimento. A informação é do secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette.

Segundo o secretário, a mudança será necessária porque o terreno inicialmente escolhido pela empresa não comportaria a planta industrial projetada para a unidade.

De acordo com Falcette, a Bracell chegou a protocolar o pedido de licença de instalação, mas retirou o processo para promover os ajustes decorrentes da alteração da área onde a fábrica será construída.

“O terreno inicialmente previsto não comporta a planta industrial, então a empresa precisou fazer ajustes no projeto e, consequentemente, no processo de licenciamento”, explicou o secretário.

Falcette ressaltou que o empreendimento já possui licença prévia, concedida pelo Ceca (Conselho Estadual de Controle Ambiental) em dezembro do ano passado. O início das obras, porém, depende da obtenção da licença de instalação.

Segundo ele, como o projeto já está em tramitação, a expectativa é que a empresa complemente e atualize as informações necessárias, retomando a análise a partir da etapa em que o processo foi interrompido.

De acordo com o RIMA (Relatório de Impacto Ambiental) do empreendimento, o investimento previsto para a fábrica é de aproximadamente R$ 16 bilhões.

O estudo prevê a possibilidade de implantação de duas linhas de produção. A primeira terá capacidade entre 2,8 milhões e 2,9 milhões de toneladas anuais de celulose kraft, utilizada na fabricação de papel.

Já a segunda linha poderá produzir 1,460 milhão de toneladas por ano de celulose kraft e outras 1,147 milhão de toneladas anuais de celulose solúvel, totalizando 2,607 milhões de toneladas por ano.

Conforme as informações apresentadas no RIMA, a construção da unidade deverá gerar cerca de 12 mil empregos no pico das obras. Na fase de operação, a estimativa é de aproximadamente 2 mil empregos diretos.

O projeto também prevê o consumo de cerca de 12 milhões de metros cúbicos de madeira por ano.

O grupo empresarial RGE (Royal Golden Eagle), controlador da Bracell, já atua em Mato Grosso do Sul no setor florestal por meio da MS Florestal.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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