22/07/2026
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Consórcio Guaicurus é vendido por R$ 170 milhões

Consórcio Guaicurus é vendido por R$ 170 milhões

O contrato de venda do Consórcio Guaicurus para a empresa goiana HP Mobilidade foi fechado no fim de semana, em 18 de julho. O valor da transação, segundo informações de bastidores, é de R$ 170 milhões.

O anúncio foi feito pela prefeita Adriane Lopes (PP) em coletiva no Paço Municipal na tarde desta terça-feira (21), minutos após ser informada da negociação. O Consórcio Guaicurus confirmou, em nota, que o contrato de compra e venda de quotas foi celebrado no último sábado.

Para que a nova empresa assuma a operação em Campo Grande, é necessária a autorização do Executivo Municipal. “Nós, do Município, vamos solicitar um cronograma das melhorias para avaliar se haverá o aceite. Eu não vou aceitar se não houver mudança”, afirmou Adriane.

Enquanto a prefeitura analisa o negócio, o transporte coletivo segue sob responsabilidade da equipe interventora. Uma equipe da empresa goiana já chegou a Campo Grande na segunda-feira para dar andamento à negociação. A HP solicitou uma reunião para apresentar sua proposta de atuação na Capital.

Intervenção

O transporte coletivo de Campo Grande completa 35 dias sob intervenção da prefeitura. A medida começou em 16 de junho e pode durar até 180 dias, período em que gestores municipais assumiram o controle operacional, administrativo, financeiro e jurídico do serviço.

A intervenção foi decretada após apuração sobre o contrato de concessão de 2012. O processo ganhou força em novembro de 2025, com uma ação popular que levou a discussão à Justiça. O Judiciário exigiu a abertura de procedimento administrativo para verificar a justificativa da medida.

Em março, uma comissão especial analisou documentos financeiros e dados de fiscalização. O relatório final, de 8 de junho, recomendou a intervenção. Entre os problemas, foram apontadas 21.910 autuações ao consórcio entre 2021 e 2025, sendo 12.279 por descumprimento de horários e 3.444 por viagens não realizadas.

A comissão também identificou frota com idade média de 7,6 anos, 98 ônibus com mais de dez anos, veículos parados por falta de peças, falhas em inspeções e ausência de seguros exigidos pelo contrato por quase nove anos.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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