29/07/2026
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Jatinho de empresário é apreendido com 189 kg de ouro

A Aduana Nacional da Bolívia divulgou um comunicado oficial sobre a apreensão de aproximadamente 189 quilos de ouro. O minério seria embarcado em um voo fretado com destino a Dubai, partindo do Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra.

Quatro malas contendo o ouro foram retidas pela Força Especial de Combate ao Crime (FELCC) antes do embarque. A aeronave envolvida é um Gulfstream G100 (IAI Astra) de matrícula brasileira PS-ZRZ, registrado em nome de Valdir José Zorzo. Zorzo é proprietário do Grupo Dallas Alimentos.

Um documento de autorização de sobrevoo aponta que o piloto em comando seria Jim Clark D’Angelo Macedo Araújo. A aeronave decolou de Campo Grande no dia 21 de julho, fez uma parada em Corumbá e depois seguiu para Santa Cruz de la Sierra.

Segundo a Aduana, o responsável pelo voo fretado informou que alguns passageiros transportavam ouro na bagagem de mão. Os agentes iniciaram uma verificação para confirmar a existência da autorização de exportação. O avião teria como destino final o Aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Durante a consulta ao sistema informatizado SUMA, não foi encontrado registro referente à carga. A Aduana acionou um representante do Serviço Nacional de Registro e Controle da Comercialização de Minerais e Metais (SENARECOM). O servidor do SENARECOM analisou o formulário M03 e constatou que o documento foi reportado como inválido.

Diante das inconsistências, a Aduana acionou a polícia para reter o ouro e iniciar as investigações. Seis pessoas foram detidas inicialmente, mas apenas Adrián Lema Roca, de 22 anos, permaneceu preso por apresentar documentação de exportação falsa. Ele seria o responsável pela carga, avaliada em US$ 25 milhões (cerca de R$ 128 milhões). A aeronave foi liberada dias depois e hoje se encontra em Cuiabá.

O Grupo Dallas afirmou que a aeronave é de propriedade do dono e que ela “fica à disposição para voos fretados” quando ele não está usando. Na ANAC, o jatinho não é homologado para táxi-aéreo e o único proprietário e operador é o próprio empresário.

O advogado do grupo alimentício informou que não há nenhuma situação sobre a aeronave. Ele disse que a aeronave costuma ser contratada para voos fretados e que o piloto é o responsável por todo o procedimento, incluindo registros e planos de voo. O piloto está incomunicável no momento.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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