05/07/2026
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Preso por matar PM morre em confronto durante escolta

Preso por matar PM morre em confronto durante escolta

Um preso suspeito de participar da morte de um soldado da Polícia Militar morreu durante uma troca de tiros neste sábado (4). Rubens Zilio Neto, de 35 anos, conhecido como “Apolo”, foi atingido por um disparo em Albuquerque, distrito de Corumbá, a 427 quilômetros de Campo Grande.

Segundo a reportagem, ele era escoltado pelo Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) quando os policiais pararam em um posto de combustíveis na BR-262 para fazer manutenção em uma viatura. Durante a parada, os agentes ouviram disparos vindos de uma área de mata.

Os policiais reagiram e entraram na vegetação. Houve confronto e, durante a troca de tiros, Rubens foi atingido. Ele morreu no local. As informações divulgadas até o momento não esclarecem de onde partiu o disparo que atingiu o preso. Nenhum policial ficou ferido. Equipes do Bope continuavam na área na noite deste sábado em busca dos autores dos tiros.

Rubens estava preso desde quarta-feira (1º) por suspeita de envolvimento na morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva. O militar foi baleado na noite de terça (30) durante uma perseguição em Corumbá e morreu após receber atendimento médico.

A investigação aponta que a sequência de crimes começou em Ladário. Três homens armados desceram de um Fiat Argo e atiraram contra Renato Conceição do Carmo, conhecido como “Coelho”, quando ele entrava em casa. A vítima se protegeu dentro de um veículo blindado.

Após o ataque, os ocupantes do Argo fugiram para Corumbá. A Polícia Militar localizou um carro com as mesmas características e tentou abordá-lo. Durante a fuga pela Rua Totico de Medeiros, no Bairro Maria Leite, um dos ocupantes disparou contra os policiais. Marcelo foi atingido no tórax, braço e cabeça, perdeu o controle da motocicleta e caiu. Ele foi socorrido, passou por cirurgia, mas morreu.

Segundo os autos do processo, policiais bolivianos localizaram Rubens e Everton da Silva Viana após informações de que suspeitos tentavam atravessar a fronteira. A dupla foi entregue às forças de segurança do Brasil. Everton teria admitido participação no ataque e apontado Rubens como um dos envolvidos. O documento também registra suspeita de vínculo dos dois com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Everton morreu durante buscas por armas, após uma intervenção policial na Rodovia Ramon Gomes. Na sequência da investigação, equipes apreenderam dois fuzis ou carabinas, um revólver, duas pistolas, munições de vários calibres, rádios comunicadores, distintivos, uma balaclava, celulares e quase um quilo de maconha. A Polícia Civil também apreendeu o Fiat Argo prata apontado como veículo usado nos ataques.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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