13/08/2026
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Rio Paraguai tende a seguir em queda, aponta boletim do SGB

Rio Paraguai tende a seguir em queda, aponta boletim do SGB

O rio Paraguai segue dentro da faixa de normalidade para esta época do ano, em um cenário mais favorável que o dos últimos anos. Apesar disso, os rios da bacia devem continuar baixando no curto prazo, por causa da estiagem típica do período e da previsão de pouca chuva para os próximos 14 dias.

As informações estão no 32º Boletim Semanal de Monitoramento Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai de 2026, publicado nesta quarta-feira (12) pelo SGB (Serviço Geológico do Brasil). O levantamento aponta que a chuva acumulada na bacia ajudou a manter os níveis dos rios em condição mais favorável.

Entre janeiro e julho deste ano, a precipitação acumulada ficou 5% acima da média histórica para o período, considerando a série de 1998 a 2025. Agora, o comportamento da bacia é de redução das cotas.

Em Ladário, em Mato Grosso do Sul, estação de referência para o monitoramento do rio Paraguai, o nível é de 2,41 metros. A cota caiu 7 centímetros em sete dias e 10 centímetros em 14 dias. Mesmo assim, o nível segue dentro da faixa normal para a data, que varia de 1,06 metro a 4,62 metros. Os modelos do SGB indicam que a cota pode cair mais 33 centímetros nos próximos 14 dias.

A tendência de baixa também aparece em outros pontos. Em Cáceres, o nível está em 1 metro. Em Porto Murtinho, a cota é de 3,14 metros, também com tendência de redução.

De acordo com os modelos GEFS/NOAA, não há previsão de chuva sobre a bacia nos próximos 14 dias. Com isso, o SGB projeta a continuidade da descida do rio no curto prazo.

Para os meses seguintes, ainda não há cenário definido para as chuvas. O comportamento dos níveis dependerá das precipitações em toda a bacia. Um ponto de atenção é o início da próxima estação chuvosa. Se as chuvas atrasarem, ocorrendo apenas entre o fim de setembro e o começo de outubro, a redução dos níveis pode se prolongar e a recuperação das cotas pode ser dificultada.

O boletim mostra que a bacia chega ao período de estiagem em condição mais favorável que a dos últimos anos, por causa do volume de chuva acumulado desde o início de 2026. Mas isso não significa que os níveis estejam estabilizados ou que a recuperação esteja garantida.

Os dados são da RHN (Rede Hidrometeorológica Nacional), sob responsabilidade da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), operada pelo SGB e por parceiros. As projeções usam modelos hidrológicos e estão sujeitas a incertezas. O acompanhamento em tempo real dos níveis e os mapas de risco estão disponíveis no SACE (Sistema de Alerta de Eventos Críticos).

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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