Nos fundos de um pub localizado na Rua 14 de Julho, no Centro, um grupo de jovens se reúne para acompanhar bandas de som autoral. O ambiente é marcado por rodas de punk, empurrões e muito rock, em um clima que foge do circuito tradicional de bares da região. Frequentadores afirmam que o local se tornou um dos espaços mais underground da cidade.
O movimento acontece nos fundos do estabelecimento, onde as apresentações ganham um formato mais próximo do público. As bandas tocam repertório próprio, sem depender de hits comerciais, e a interação com a plateia é direta. A roda punk, formada durante as músicas mais aceleradas, é um dos pontos altos da noite e atrai quem busca uma experiência diferente do que se vê nos palcos convencionais.
A cena reúne tanto moradores do Centro quanto pessoas de outras regiões que já conhecem a fama do local. A estrutura é simples, mas o som e a energia do público compensam. Para quem nunca foi, a dica é chegar cedo e se preparar para o empurra-empurra típico do estilo musical.
O espaço funciona como pub durante a semana, mas é nos dias de shows que ganha outra cara. A agenda é variada, com bandas locais e nomes que circulam no circuito independente de Campo Grande. A entrada costuma ser liberada ou com valor simbólico, o que colabora para manter o público fiel.
A reportagem foi publicada em 17 de agosto de 2026 por Samuel Isidoro, dentro da editoria Lado B, que cobre cultura e entretenimento na capital. A matéria original também lista outras opções de lazer, como um livro que aborda o autismo para crianças, uma peça de teatro gratuita que percorre comunidades e a tradicional “Dança dos Signos”, que completa 43 anos de sucesso em Campo Grande.
