A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), realiza cerca de 4,6 mil atendimentos domiciliares por ano. O serviço é feito por cinco Emads (Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar) e atende pacientes acamados em todas as regiões da cidade. Segundo a página do SAD (Serviço de Atendimento Domiciliar), as áreas cobertas são Bandeira, Prosa, Segredo, Anhanduizinho, Lagoa e Centro.
Em 2025, o relatório anual da Sesau apontou 4.657 atendimentos domiciliares realizados por profissionais das Emultis (Equipes Multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde). O número ficou abaixo da meta prevista, que era de ao menos 6,1 mil. O foco do programa são pacientes com casos complexos, que precisam de acompanhamento frequente, estão em fase terminal ou se recuperam de quadros graves, como um AVC (Acidente Vascular Cerebral).
O serviço faz parte do programa federal “Melhor em Casa”. De acordo com a Sesau, o atendimento domiciliar é voltado para usuários que têm dificuldade ou impossibilidade de ir até uma unidade de saúde e necessitam de cuidados com menor frequência e recursos de menor densidade tecnológica.
Além das Emads, o SAD conta com três Emaps (Equipes Multiprofissionais de Apoio), que dão suporte adicional. O Plano Municipal de Saúde 2022-2025 previa o aumento para oito equipes de Emad e quatro de Emap, mas a meta não foi cumprida. Segundo o relatório, o motivo foi a limitação de recursos humanos, já que a ampliação depende da contratação de novos servidores.
A previsão agora é criar três novas equipes entre 2026 e 2029, com prioridade para a região do Imbirussu. A sede será na UPA Vila Almeida. Atualmente, o Serviço de Atenção Domiciliar mantém equipes na própria secretaria, no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (que atende as áreas dos distritos Lagoa e Anhanduizinho) e no Hospital do Câncer, que atende pacientes oncológicos com diagnóstico de malignidade de toda a cidade.
Como solicitar o atendimento
O interessado, que pode ser um parente ou outro responsável, deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima de sua casa para verificar se o caso se encaixa no perfil do programa. O pedido também pode ser feito pelo profissional de saúde que acompanha o paciente ou pelo Hospital Regional, no caso de Campo Grande.
Após a solicitação, uma equipe de Atenção Domiciliar avalia o paciente. Se ele for admitido, é definido um plano de cuidados personalizado. Os profissionais de saúde visitam o paciente regularmente para fornecer o tratamento necessário e monitorar sua saúde.
