25/07/2026
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Soldado e ex-PM presos com haxixe alegam que só sabiam de celulares

Soldado e ex-PM presos com haxixe alegam que só sabiam de celulares

O estudante de medicina e ex-policial militar William de Jesus Costa, de 30 anos, e o policial militar Max Deive de Lima Junges, de 29 anos, afirmaram à Polícia Civil que não sabiam da presença de drogas no veículo em que foram flagrados pelo Exército na BR-463, em Ponta Porã. Os dois foram presos em flagrante durante a Operação Jaguaretê com 194 quilos de haxixe e R$ 30 mil em espécie, divididos em 600 notas de R$ 50.

Segundo os depoimentos, a dupla acreditava estar transportando apenas celulares contrabandeados de Ponta Porã para Dourados. William disse que aceitou a proposta de um ex-PM identificado como “Rafael”, também estudante de medicina, para fazer o frete de aparelhos por R$ 100 cada unidade, por estar endividado. Ele convidou Max Deive para participar. A estimativa era de cerca de 200 aparelhos, mas a quantidade exata não foi formalizada.

William descreveu que a combinação era seguir até a Churrascaria Querência, em Dourados, deixar o veículo no estacionamento com a chave no interior e tomar café da manhã, retornando após meia hora a Ponta Porã. Max Deive confirmou a versão e negou ter tentado subornar os militares ou ofendido os agentes durante a abordagem. Ele afirmou que apenas apresentou a identidade funcional e que as fardas estavam em uma mochila no banco traseiro.

Os dois disseram não ter sentido odor estranho no veículo e que assumiram a direção acreditando transportar apenas eletrônicos. O caso segue sob investigação. William tem passagens por crimes militares, violência doméstica, dano, ameaça e perseguição. Max tem uma passagem por crime contra a administração militar. Ambos constam como na ativa da Polícia Militar no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul.

No dia da abordagem, por volta das 7h, William deixou seu Toyota Corolla preto no bairro Primavera por 15 minutos, depois buscou o carro e passou na casa de Max Deive para iniciar o trajeto. Na BR-463, foram parados pelo Exército no Posto Fiscal Pacuri. Após liberação inicial, os militares pediram nova parada. William disse acreditar que o conteúdo do porta-malas eram celulares. A trava do porta-malas apresentava defeito, exigindo esforço para abrir. Foram encontradas mochilas e sacos com haxixe e um envelope com dinheiro. Os militares relataram que os suspeitos insistiram para não serem presos, sugerindo “conversar e se acertar ali mesmo”.

A Operação Jaguaretê, iniciada em 1º de julho, é coordenada pelo Comando Militar do Oeste nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. A fiscalização ocorre na faixa de fronteira para combater tráfico de drogas, contrabando, descaminho e crimes ambientais. As ações incluem patrulhamento terrestre e fluvial, instalação de postos de bloqueio e fiscalização de pessoas, veículos e embarcações.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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