22/04/2026
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Whirlpool fecha fábrica na Argentina e vai para SP

A Whirlpool, empresa dona das marcas Brastemp e Consul no Brasil, informou ao mercado nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, que a produção de sua unidade em Pilar, na Argentina, será transferida oficialmente para sua fábrica em Rio Claro (SP).

O encerramento das atividades na unidade argentina, administrada pela Whirlpool Argentina, havia sido comunicado em 26 de novembro de 2025. Agora, o Conselho da companhia aprovou a transferência da produção para o Brasil.

Segundo comunicado da empresa, a decisão faz parte de um processo de revisão e aprimoramento da estrutura produtiva da companhia e de suas controladas. A medida está alinhada com diretrizes estratégicas de eficiência operacional, otimização da capacidade instalada e alocação de recursos.

A Whirlpool Brasil também informou que adquiriu ativos industriais e bens operacionais da Whirlpool Argentina como parte das adaptações necessárias para as atividades de produção. O processo de implantação do novo polo de produção seguirá um cronograma de transição para total adaptação operacional e logística.

O valor pago pela aquisição desses ativos e bens foi estimado em US$ 36,7 milhões, equivalente a cerca de R$ 194 milhões na ocasião da operação. A transação foi realizada em janeiro de 2026 e aprovada pelo Conselho no final de dezembro de 2025.

A companhia destacou que o mercado argentino continuará sendo atendido por produtos fabricados em diferentes unidades do grupo, que serão distribuídos pela operação local da Whirlpool na Argentina.

A mudança de produção de uma unidade para outra é uma prática observada no setor industrial global, frequentemente motivada por estudos de viabilidade econômica e logística. Empresas multinacionais periodicamente avaliam a localização de suas fábricas para garantir a melhor eficiência na cadeia de suprimentos e na distribuição de seus produtos para os mercados consumidores.

Nesses casos, a realocação de atividades produtivas pode envolver a transferência de máquinas, equipamentos e, em algumas situações, a oferta de realocação para parte da mão de obra qualificada. O impacto econômico local, tanto na região que perde a fábrica quanto na que a recebe, é um ponto sempre analisado pelas empresas e autoridades.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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