Relatório do Greenpeace Brasil, em parceria com pesquisadores da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e da Brisa Soluções Ambientais, aponta que cinco municípios de Mato Grosso do Sul apresentam alto risco de estresse hídrico. Corumbá, Miranda, Bodoquena, Ponta Porã e Maracaju aparecem na classificação mais elevada para esse indicador.
Segundo a plataforma AdaptaBrasil, do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), o estresse hídrico ocorre quando alterações no regime de chuvas reduzem a água disponível nas bacias hidrográficas. Isso provoca escassez para abastecimento humano, agricultura, geração de energia e outros usos.
O levantamento também mostra risco de inundações em parte do Estado. Ladário, no Pantanal, está na classificação de risco muito alto. Já Porto Murtinho, Bataiporã, Paranaíba, Rio Verde de Mato Grosso, Coxim e Pedro Gomes figuram entre os municípios de risco alto para esse tipo de evento.
Em relação a deslizamentos de terra, Mato Grosso do Sul tem cenário menos crítico. Rio Verde de Mato Grosso e Três Lagoas são os únicos classificados com risco alto. A maior parte do Estado permanece entre os níveis médio, baixo e muito baixo, por causa do relevo plano.
O relatório identifica áreas onde as mudanças climáticas podem comprometer ecossistemas. Caracol e Bela Vista apresentam risco muito alto de impactos sobre o bioma. A pesquisa também avalia a sensibilidade da cobertura do solo. Corumbá, Aquidauana e Sonora estão entre os municípios com maior sensibilidade.
Cenário nacional
Em nível nacional, o relatório aponta que os maiores riscos de deslizamentos estão no Sudeste, Nordeste e parte da Amazônia. A escassez hídrica é o principal desafio para grande parte do Nordeste brasileiro.
Os autores destacam que a vulnerabilidade climática resulta da combinação entre exposição a eventos extremos, condições socioeconômicas e capacidade de adaptação. Municípios com maior pobreza e menor acesso a saneamento, educação e infraestrutura tendem a ter maior exposição aos riscos.
