A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar de lotes do repelente contra insetos “Repele Mavaro”. A medida foi tomada após um resultado insatisfatório em análise laboratorial do produto.
A decisão foi publicada em resolução assinada pela gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária da agência, Renata de Lima Soares. O documento saiu nesta quarta-feira (20) no Diário Oficial da União.
A interdição atinge os lotes 61/411 do produto, fabricado pela empresa Mavaro Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda.
De acordo com a Anvisa, o repelente apresentou irregularidade no ensaio do composto IR3535. Essa substância é usada na formulação do produto para proteger contra insetos.
O problema foi identificado no Laudo de Análise Fiscal, emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência do Estado de São Paulo.
A ação foi adotada como uma medida cautelar de fiscalização sanitária. A medida segue a legislação que trata da vigilância sanitária de medicamentos, cosméticos e outros produtos sujeitos ao controle sanitário. A resolução entrou em vigor na data de sua publicação.
Recomendações para o uso de repelentes
Especialistas em saúde recomendam que os consumidores verifiquem sempre o registro e a data de validade dos repelentes antes da compra. Produtos irregulares podem não oferecer a proteção necessária contra mosquitos e outros insetos.
O uso de repelentes é uma das principais formas de prevenção contra doenças transmitidas por vetores, como dengue, zika e chikungunya. A aplicação deve seguir as instruções do fabricante para garantir a eficácia e a segurança.
A Anvisa orienta que, em caso de dúvidas sobre a procedência de um produto, o consumidor entre em contato com a agência ou com a vigilância sanitária local. A fiscalização contínua desses itens é essencial para a proteção da saúde da população.
