16/06/2026
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Falta de mão de obra freia expansão milionária do IFMS

Falta de mão de obra freia expansão milionária do IFMS

O plano de expansão do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), orçado em R$ 73 milhões com recursos do Novo PAC, avança em ritmo lento devido à escassez de mão de obra qualificada na construção civil no Estado. As obras de três novas unidades, que elevarão a rede de 10 para 13 campi, ainda não começaram.

Duas unidades foram anunciadas em 2024. Uma em Amambai, voltada aos povos originários, com investimento de R$ 28 milhões. Outra em Paranaíba, com R$ 15 milhões previstos. Ambas não saíram do papel, apesar dos recursos estarem garantidos no Orçamento da União. Mais recentemente, o Ministério da Educação (MEC) anunciou uma terceira unidade para o bairro Anhanduizinho, em Campo Grande, com previsão de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões.

O secretário especial do PAC, Roberto Garibe, afirmou ao Campo Grande News que o andamento dos projetos no Estado está mantido, mesmo com as restrições orçamentárias federais. No eixo Educação, o Novo PAC contempla 202 iniciativas, incluindo os novos campi do IFMS e obras na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), como a Clínica de Hemodiálise do HU-UFGD.

A concorrência com grandes projetos industriais, especialmente nas regiões produtoras de celulose, tem agravado a falta de mão de obra. A reitora do IFMS, Elaine Cassiano, explicou que o andamento dos projetos exige cautela. Segundo ela, a complexidade dos processos licitatórios e as exigências de governança visam garantir segurança jurídica e evitar problemas futuros.

Paranaíba e Amambai

O processo de licitação do campus de Paranaíba já foi iniciado. A unidade terá capacidade para 1.400 estudantes e será construída a 1 km do local onde funciona provisoriamente, no centro do município. A reitora afirmou que espera assinar a ordem de serviço nas próximas duas semanas. O campus de Amambai ainda está em pré-licitação, com previsão de publicar o edital em julho. As novas unidades devem ser entregues em até 36 meses após o início das obras.

A unidade de Amambai não oferecerá cursos exclusivos para indígenas, para evitar segregação. A capacidade é para 900 estudantes presenciais, com cursos nas áreas de recursos naturais, gestão e negócios e informática. Até a conclusão da obra, o IFMS funcionará em espaço cedido pela UEMS.

Campo Grande

A segunda unidade do IFMS em Campo Grande será construída no bairro Anhanduizinho, em um terreno de 35.831,73 m² na Avenida Gury Marques. O imóvel foi cedido pelo município à União. A capacidade estimada é de 1.400 matrículas em cursos técnicos, formação inicial e continuada e graduações tecnológicas. O IFMS espera lançar o edital de licitação até o fim do ano. Um Centro de Referência já atende cerca de 212 alunos na região.

Outras ações do PAC

No balanço do Novo PAC em Mato Grosso do Sul desde 2023, foram entregues 28.698 unidades habitacionais pelo Minha Casa, Minha Vida. Outras 4,8 mil moradias estão em construção. O programa já aplicou R$ 10,3 bilhões no Estado, 60% dos R$ 17,2 bilhões previstos. Na saúde, o programa inclui a renovação de 23 ambulâncias do Samu, a entrega de seis unidades odontológicas móveis e a conclusão de obras em 47 Unidades Básicas de Saúde. Estão em andamento a construção de duas maternidades, cinco Centros de Atenção Psicossocial e duas policlínicas.

Na área energética, cinco empreendimentos foram concluídos, como a usina termelétrica Suzano RRP1, em Ribas do Rio Pardo, e a UTE Inpasa, em Sidrolândia. O balanço inclui ainda a entrega de sistemas de esgotamento sanitário em 20 municípios. Entre os projetos estratégicos, está a previsão de retomada da fábrica de fertilizantes UFN-III, em Três Lagoas, com R$ 1,38 bilhão previstos pela Petrobras.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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