19/06/2026
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MS no centro da estratégia contra as finanças do crime

Mato Grosso do Sul é o estado que mais apreende drogas no país. A afirmação é do secretário de Segurança Pública, Antônio Carlos Videira. Ela ajuda a explicar por que Campo Grande sediou um debate nacional sobre o dinheiro que sustenta o crime organizado. O encontro ocorreu nesta terça-feira (5), na Capital, com autoridades da Polícia Federal, do Judiciário e do Ministério Público.

O foco do evento não foi a droga em si nem as prisões. O assunto principal foi o que vem junto com o tráfico: dinheiro, carros, imóveis e tudo o que é comprado com recurso ilegal. “Quanto mais rápido nós conseguimos arrecadar esses ativos, mais enfraquecemos essas organizações”, afirmou Videira. Ele destacou que manter bens apreendidos gera custo alto e trava a resposta do Estado.

A discussão ocorreu em um cenário que o próprio secretário descreve como inevitável. Com fronteira com Paraguai e Bolívia, o Estado funciona como rota de entrada e distribuição de drogas. “Uma das maiores fontes de renda do crime organizado é o tráfico de drogas”, disse. Segundo ele, esse fluxo de dinheiro alimenta disputas entre grupos e acaba refletindo em crimes violentos.

O superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Carlos Henrique Cotta D’Ângelo, afirmou que o problema vai além da violência visível. “O crime hoje não se faz com outro interesse que não o econômico”, declarou. Ele apontou que as organizações criminosas seguem uma lógica semelhante: gerar dinheiro e depois escondê-lo. “São várias técnicas, várias estratégias, muitas vezes replicadas”, explicou.

O alcance também é maior do que se imagina. “O crime organizado não está só nas periferias. Está também nos centros financeiros e até dentro do serviço público”, disse o delegado. A proposta central do debate é integrar forças policiais, Judiciário e órgãos de controle para acelerar a recuperação de recursos ilegais e devolver esses valores ao Estado.

Outra medida de segurança

A Secretaria de Segurança Pública também criou um plano para manter os atendimentos nos telefones 190 e 193 mesmo com falhas. A medida garante que as emergências continuem sendo atendidas pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros em situações de pane nos sistemas de comunicação.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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